Segunda divisão da CIA 2026 conta com novidade e promete muita rivalidade
- 3 de jun.
- 4 min de leitura
Agrárias e FAEFI são as atléticas que irão representar a UFU na categoria
Por Beatriz Mazzola

A décima primeira edição da Copa Inter Atléticas (CIA), um dos maiores eventos universitários do país, acontecerá entre os dias 4 e 7 de junho e reunirá 12 equipes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Duas delas integram a segunda divisão do torneio: a Agrárias retorna para o grupo após disputar por três anos seguidos na elite e busca as primeiras colocações, e a estreante FAEFI sonha com mais um acesso seguido.
O sorteio do chaveamento que definiu os quadrantes de cada modalidade e os confrontos das oitavas de final da CIA aconteceu no dia 25 de abril, pouco mais de um mês antes da competição. As atléticas da UFU irão se encontrar em dois esportes na primeira fase: futebol de campo, modalidade exclusivamente masculina, e handebol feminino.
O Dragão tem retrospectivo positivo no hande, tendo conquistado medalha de bronze na modalidade na terceira divisão em 2025. Já o Javali aposta no grande número de atletas e na determinação do grupo para vencer o confronto do futcampo. Ambos os jogos foram adiantados para serem disputados em Uberlândia - ambos os jogos aconteceram no sábado, dia 31 de maio.
Agrárias
A atlética dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia da Federal de Uberlândia é uma das atléticas mais tradicionais, participando da competição desde as primeiras edições, ainda como Agronomia UFU e MVZ UFU. No início de 2017 houve a junção, e a atlética passou a ser oficialmente Agrárias. Desde a estreia na CIA, o Javali esteve presente na primeira divisão seis vezes, e apenas duas, contando com o ano de 2026, na segundona.
Em entrevista, o diretor esportivo da Agrárias, Antônio Monteiro, mais conhecido como “Crokis”, que assumiu o cargo no início deste ano, contou um pouco sobre o desempenho na edição anterior e o que resultou na queda de divisão. “Nós reconhecemos que o nosso desempenho, principalmente nos esportes coletivos, não foi dos melhores, mas o que mais influenciou a queda foi o problema que tivemos com as inscrições dos nossos atletas do judô”, disse Crokis. Em 2025, a atlética perdeu nas modalidades de luta, um dos pontos fortes do grupo, por W.O, assim, desperdiçando muitos pontos.
Neste ano, a atlética buscou motivar os alunos para tentar levar mais atletas para os times, incentivando cada vez mais a participação nos treinamentos e nos campeonatos dentro da universidade, como a Liga Esportiva Universitária (LEU). Uma das estratégias, segundo o diretor, foi dar alguns treinos gratuitos em modalidades que eles enxergam maior potencial, como o atletismo, para tentar aproximar ainda mais gente.
Ele também falou sobre os times de futsal e futebol de campo, que conseguiram inúmeros reforços graças aos treinos lotados e evidenciaram a determinação do grupo: “Nosso treino de futsal tem cerca de 20 pessoas, o que é ótimo, pois mostra essa dedicação e a vontade que temos de ganhar”.
Os esportes que Antônio acredita serem os mais fortes e que podem levar a Agrárias de volta à primeira divisão são todas as modalidades de luta, o atletismo e o handebol feminino, que vai enfrentar logo de cara outra atlética muito capacitada.
“Nos coletivos, o hand feminino é uma das nossas equipes mais fortes, e se passarmos da FAEFI na primeira rodada acredito que seja possível o ouro”, afirmou o diretor sobre o confronto contra o Dragão. Ele completou dizendo que a expectativa é com certeza subir para a primeira divisão e que neste ano estão ainda mais focados e têm total potencial para voltar à elite.




FAEFI
A atlética dos cursos do campus Educa, Educação Física e Fisioterapia, é uma junção, até então, exclusiva para a Copa Inter Atléticas e existe desde 2025. A FAEFI também utilizou suas equipes para participar dos Agitas UFU deste e do ano passado, aproveitando para treinar os times e o entrosamento. O Dragão estreou na última edição da CIA e já se consagrou grande campeão da terceira divisão (roxa) com mais de 10 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.
Sérgio Momonuki Neto, presidente da Educa e da FAEFI, e Jamile Herdina, presidente da Fisioterapia e diretora de gestão e planejamento da FAEFI, contaram sobre como é participar de uma competição tão grande com uma atlética ainda nova e com menos experiência. “Eu acredito que atrapalha sim, pois a experiência é diferente da Olimpíada. Na CIA as dinâmicas são diferentes, além de que não conhecemos as atléticas que participam”, disse Jamile. Ela completou dizendo que o tempo curto das gestões é outro fator que dificulta esse desenvolvimento.
A preparação do Dragão para esse novo desafio conta com treinamentos intensos e muito estudo por parte dos times. Segundo Neto, os treinadores e as equipes estão buscando conhecer mais as novas adversárias que irão enfrentar no campeonato: “Para entendermos melhor os concorrentes, estamos buscando vídeos de edições passadas e estudando a partir deles”.
A diretora de gestão também disse que o parâmetro para compreender o nível técnico da divisão está sendo a Agrárias, atlética já conhecida, e que todos estão dando o máximo para alcançar o melhor resultado possível na competição.
As modalidades de maior confiança da FAEFI, segundo os dirigentes, são o vôlei, o futsal e o basquete masculinos, o handebol feminino e a maioria dos esportes individuais. Eles apostam em atletas de destaque em cada esporte para atingir a primeira posição na classificação geral da segunda divisão.
As expectativas da equipe são altas e Jamile comentou um pouco sobre isso: “O principal é atingir o primeiro lugar. A EEFFTO (atlética da Educação Física, da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional da UFMG) é referência, eles subiram duas vezes seguidas, e esse é o nosso objetivo, para também bater de frente com eles no ano que vem”.


Resultados:
Futebol de campo - Agrárias 5 x 3 FAEFI
Handebol Feminino - FAEFI 28 x 20 Agrárias
.png)



Comentários