Primeira divisão do Desafio de Baterias da CIA 2026 conta com 6 grupos da UFU
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Predadora, Meritíssima, Computaria e Mercenária são as novidades deste ano na elite da competição
Por: Beatriz Mazzola

Entre os dias 4 e 7 de junho, acontecerá, em Uberaba (MG), a décima primeira edição da Copa Inter Atléticas (CIA), competição universitária que reúne diversas equipes de dentro e fora do estado. Uma das principais atrações do evento, para além das disputas esportivas e das 50 horas de festa, é o Desafio de Baterias, que neste ano bateu recorde com 43 inscritas.
Outra curiosidade importante é que a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é maioria na primeira divisão, contando com seis baterias da cidade (Artilharia, Charanga, Computaria, Mercenária, Meritíssima e Predadora), quatro delas tendo subido no ano anterior.
Colocação Inédita
A Predadora, da Humanas UFU, participou do Desafio pela primeira vez na última CIA, conquistou a primeira medalha de ouro da história da bateria e vai fazer sua estreia neste ano na primeira divisão. Yara Fusconi, atual presidente da Preda, contou um pouco sobre como foi a emoção neste momento: “O nosso maior objetivo era estar entre as 4 primeiras colocadas, mas não imaginávamos sermos campeões, foi um choque e uma alegria muito grande para todos nós”.
Ela também disse que, por existirem diferenças entre as divisões do campeonato, algumas medidas estão sendo tomadas para atingir as novas exigências, como aumentar o número de ritmistas e o tempo de apresentação. Para isso, a preparação será intensa a partir de abril, com cronograma de ensaios pré-estabelecido e encontros todos os dias, para aprimorar ao máximo a performance musical.
A expectativa da equipe é ter bom desempenho e ficar bem colocada, mas, acima de tudo, aproveitar a oportunidade e as experiências que virão, já que essa pode ser considerada a maior competição da qual a Predadora já participou, segundo a presidente.
“Vai ser uma briga de gigantes entre baterias que são referências para mim, então a gente sente um medinho mesmo, mas a cultura de integração, apoio e aprendizado vai ser o mais legal de vivenciar”, finalizou Yara.
Outra bateria inédita na divisão mais alta da competição é a Computaria, da CompExatas UFU, que ficou com o bronze na edição passada e tem boas expectativas para esse novo cenário. Maycon Oliveira, mas conhecido como Speed, atual presidente, afirmou: “É um contexto muito positivo, porque somos nós que estamos levando o nome das baterias da UFU para o maior campeonato de atléticas do Brasil”.
Ele também falou sobre rivalidade e competitividade entre baterias conterrâneas: “Apesar de existirem disputas, que são naturais, nós somos os nossos maiores apoiadores, independente de qualquer coisa”.
Outra novidade para a Computaria neste ano é a junção com a Bateria Primatas, da antiga Exatas, que foi uma surpresa boa para a equipe. Segundo Speed, houve um receio no início de que os novos integrantes se sentissem deslocados, mas tudo ocorreu de forma natural e proveitosa. “Maior número de ritmistas, mais ideias e opiniões que agregam para o desenvolvimento da bateria”, completou o estudante.
De volta às eras de ouro
A vice-campeã da segunda divisão de 2025, a Meritíssima, do Direito UFU, retorna, após 6 anos, à elite do desafio, e os membros estão confiantes. Gustavo Santos, mais conhecido como Chovs ou Chovinista, que é mestre, contou: “Nós sabemos que todas as outras baterias são muito fortes, então estamos trabalhando bastante para dar o nosso melhor, mesmo não tendo nenhum resultado esperado em mente”. Ele completou dizendo que acredita que esse será um campeonato muito legal de poder participar.
Já Bianca Leite Matos, presidente da Meri, falou um pouco mais sobre a participação de tantas baterias da UFU na primeira divisão: “Aqui em Uberlândia, as baterias sofrem certa hostilidade da população e falta de apoio da própria Universidade, então termos esse momento de visibilidade é um avanço muito positivo”. Ela também relembrou o ano passado, quando conseguiram vencer o Desafio Cia, ação social que vai além das competições, e disse que gostaria de repetir o feito, pois, além das doações, que são muito gratificantes, a bateria recebe uma bonificação para investir em novos instrumentos, o que é sempre crucial para o desenvolvimento do grupo.
A Mercenária, da Monetária UFU, ficou em quarto lugar em 2025 e foi a bateria que fechou os classificados para a primeira divisão da próxima edição do desafio. Em 2023, a equipe alcançou a medalha de prata no torneio, mas deixou de participar da competição no ano de 2024 em decorrência de um calendário apertado, o que resultou na queda para a segundona.
Bruno Uliana, atual presidente da Mercê, esteve presente em todos esses momentos e comentou um pouco sobre o que motivou as decisões do grupo: “Naquele ano (2024), a TABU e a CIA foram muito próximas, então nós prezamos pelo nosso bem-estar e pela nossa saúde mental e optamos por participar somente da TABU”.
Ele afirmou que, para este ano, as expectativas estão muito altas e, apesar das dificuldades, a bateria acredita em um pódio: “Sabemos que as baterias da primeira divisão são muito qualificadas, por isso apostamos em algumas aulas para resolver alguns problemas atuais de técnica e aperfeiçoamento, para tentar voltar às eras de ouro da Mercenária”, disse Bruno.
Ele completou contando que a rotina desse ano segue intensa e desgastante, mas o grupo tem muita vontade, o famoso “tesão”, expressão característica da bateria, e que seguindo dessa forma eles conseguirão alcançar os objetivos.
Defendendo o título
A atual campeã do Desafio de Baterias é a Artilharia, da Artes UFU, e busca conquistar, em 2026, o tricampeonato. Carolina Mozeto, presidente da bateria, falou um pouco das estratégias para atingir essa meta: “Acredito que seja importante explorar mais os níveis de dificuldade e experimentar ritmos diferentes, mas, principalmente, aprimorar a parte técnica”.
Ela também afirmou que a participação de tantas baterias da UFU é muito positiva, uma vez que aumenta a competitividade e estimula ainda mais a preparação. “Eu sinto que existe sim uma rivalidade, pois todos estamos ansiosos, mas ela é sempre saudável”, finalizou Carol.

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