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Monetária ultrapassa barreira dos 100 pontos e assume liderança do basquete masculino

  • 26 de mar.
  • 7 min de leitura

Segunda rodada do basquete masculino teve surpresas e troca de liderança


Por Felipe Domingos e Gabriel Morais



Humanas é a única atlética que não sofreu mais que 15 pontos no basquete masculino | Foto: Felipe Domingos


Iniciada no último dia 9, a segunda rodada do basquete masculino na Liga Esportiva Universitária (LEU) trouxe aos fãs do esporte alguns resultados que surpreenderam pela elasticidade, ou pela falta dela. Enquanto algumas favoritas confirmaram o favoritismo e venceram por placares altos, a Engenharia foi no rumo contrário e venceu por placar apertado.  


Direito x Humanas


A partida entre Direito e Humanas terminou com mais uma vitória da Pantera e a segunda derrota seguida do Lobo Guará. Realizada no dia 17/03, às 22h, o jogo se manteve dentro das mãos da Pantera, levando vantagem em quase todos os quartos. Não muito diferente do primeiro jogo contra a Medicina, a Humanas utilizou de sua marcação como principal arma para garantir mais uma vitória, não à toa terminou a segunda rodada como melhor defesa do campeonato.


A Humanas conseguiu segurar o ataque do Direito em todos os quartos, não tomando mais que seis pontos em cada um deles. Contou também com um dia inspirado de Victor Mathias, camisa 10. O pivô terminou a partida com 10 pontos, quase metade dos pontos anotados pela Humanas, mas destacou que independente da marca o importante foi ter conseguido colocar em quadra o que a equipe vem treinando, mesmo o Direito parando a partida tantas vezes: “O jogo foi muito bom, independente de eu ter ganho o melhor da partida. O importante foi que a gente ganhou o jogo e conseguimos executar bem o que a gente vem treinando. As pausas fazem parte do jogo, estamos preparados para isso. Durante as pausa, o Gustavo [treinador da equipe] só reafirmou algumas coisas que nós treinamos. É bom para a gente respirar e se organizar, mas é uma coisa que acaba quebrando o ritmo de jogo”, disse o atleta. 


De acordo com o pivô adversário, Pedro Henrique Costa, camisa 11, a estratégia do Direito foi a mesma usada contra a Educação Física na semana anterior: começar o jogo com intensidade, anotando pontos e saindo na frente para ganhar confiança, porém o jogador destacou que faltou comunicação a equipe e que cestas importantes não foram anotadas no início da partida. 


Porém, nem todos os quartos foram vencidos. No terceiro período, o Direito levou leve vantagem sobre o adversário, conseguindo frear a Humanas e anotar mais pontos que a oponente: “A gente viu o jogo, adaptou o jeito que eles estavam marcando. Percebemos o jeito que eles estavam rotacionando a bola e fizemos uns arranjos na marcação e também no ataque, rodando mais a bola, que a gente no começo não estava rodando muito”, explicou Costa.


Mesmo assim, o quarto não foi o suficiente para virar o jogo. O Direito perdeu ritmo no último quarto e viu a Humanas ser superior novamente. O pivô do Guará explicou que a equipe estava muito cansada, do outro lado a Humanas parecia inteira, trocando jogadores a todo o momento e mantendo o ritmo do início ao fim. 


Isso pode ser explicado pela composição atual do elenco que conta com jogadores experientes, medalhistas na Olimpíada de 2022 e jovens jogadores: “O time agora é uma mescla de jogadores mais velhos com jogadores mais novos. Então a gente está em um momento de reconstrução, quase de passagem de bastão, alguns mais velhos vão saindo, outros vão ficando, mas, para pegar experiência para os mais novos, esse campeonato de pontos corridos vai ser muito bom para isso”, confirmou Mathias. 


Monetária faz do ataque a sua força


Atual líder e dona do melhor ataque do basquete masculino no LEU, a Monetária encontrou no ataque sua fortaleza. São 183 pontos marcados em apenas dois jogos, sendo que 110 desses pontos foram alcançados somente no jogo da segunda rodada contra a Psico, superando os 98 da Artes contra a Odonto, até então recorde da competição.


O Tamanduá já tinha surpreendido ao passar dos setenta pontos contra a Aplicada na primeira rodada, mas os mais de cem pontos contra a Psicologia na segunda rodada foram o verdadeiro atestado do poder ofensivo do time.


Bruno Campos, treinador da Monetária, atrelou esse resultado ao volume da equipe: “Acredito que tivemos bons resultados ofensivos em decorrência do alto volume aplicado nos jogos, com muita intensidade e defesa forte”.


Liderando este time da Monetária está Pedro Augusto Sanches, conhecido como Pedrinho, o armador é o vice cestinha da competição até agora, com sessenta pontos. Apesar de contar muito com ele, a atlética vermelha e azul não é necessariamente dependente do jogador: “Nossa equipe tem como característica jogadores com poderio ofensivo, o Pedrinho vem se destacando por estar em uma boa fase. Caso os adversários venham a fazer uma defesa especial nele, os demais jogadores têm total condições de assumirem esse protagonismo”, explicou Bruno.


Depois de uma primeira sequência mais tranquila, os líderes da competição enfrentam a sensação da competição até agora, a Artes, em um jogo que vai colocar frente a frente os dois melhores ataques do campeonato, além dos dois cestinhas, Pedrinho da Monetária e Luiz da Artes.


Engenharia ganha, mas não encanta


A atual tricampeã do basquete masculino da olimpíada UFU, Engenharia, segue invicta até aqui no LEU. Depois de estrearem com vitória contra a Artes, os aurinegros venceram a Agrárias pela segunda rodada. Apesar de os resultados serem o esperado, a forma como eles estão acontecendo causa estranheza. 


Depois de uma vitória tranquila contra as Artes na primeira rodada, a Engenharia teve problemas para vencer a Agrárias, em uma partida em que eles teoricamente não deveriam ter dificuldades. Edi Carlos, treinador da equipe, atribuiu essa inconstância à falta de treinos: “Por sermos uma equipe muito organizada, sofremos muito nessa partida contra a Agrárias justamente por não estarmos conseguindo treinar, por conta das provas finais, que demandaram muito dos meninos”.


Os multicampeões vem tendo até aqui dificuldade em dominar ofensivamente seus jogos; entretanto, Edi Carlos deixou claro que isso não é uma preocupação para eles: “Quanto ao lado ofensivo do jogo, eu nunca cobrei e nunca vou cobrar nenhum atleta meu para que ele seja o cestinha do campeonato”. O técnico ainda apontou que algumas atléticas e atletas se preocupam mais com o desempenho individual do que o coletivo: “Infelizmente, algumas equipes gostam de fazer pontos contra equipes mais fracas, somente para ficar na frente nesses quesitos, [melhor ataque/ maior pontuador]”.


Para Edi, a fortaleza do jogo da Engenharia está do outro lado da bola: “O que eu cobro dos meus jogadores é que sejamos a melhor defesa da competição, e pode ter certeza que até o fim do campeonato nós seremos”, complementou o treinador, conhecido por ter times que marcam pressão alta durante toda a partida.


O comandante do time multicampeão reforçou que é cedo para fazer comparações com o time dos últimos anos, e despistou preocupações com os desempenhados até aqui: “Ainda é cedo para se comparar a equipe do ano passado com essa, o volume de treino ainda é pequeno comparado ao do último ano, com o trabalho que temos nos últimos anos eu tenho certeza que iremos alcançar nosso objetivo de ser campeão”, complementou o treinador.


O time de engenheiros agora se prepara para enfrentar a Computação e Exatas pela terceira rodada da competição, visando não só manter o cem por cento, mas também em voltar a ser a melhor defesa da faculdade, quiçá do estado.


O outro lado da moeda


Enquanto algumas atléticas vencem mas não convencem, outras sofrem do oposto: jogam bem, mas ainda não conseguiram sair com os três pontos. Esse é o caso da Agrárias, que, apesar de até aqui ter feito duas boas partidas contra alguns dos favoritos, segue zerada na tabela de pontuação.


Depois de duas rodadas, a atlética do Javali se encontra na nona posição da tabela, sem somar pontos. Por essa ótica, parece até que estamos falando de uma das piores equipes da competição, mas esse está longe de ser o caso.


A atlética verde e azul estreou na competição contra a forte Fisio, que fez quase 50 pontos na forte CompExatas, e perdeu o por dois pontos, segurando o Crocodilo a míseros 25 pontos, mesmo tendo uma das duplas mais explosivas da liga, com Joab e João Lucas.


Na última rodada, a Agrárias enfrentou a Engenharia e segurou o time multicampeão a somente 31 pontos. Desempenho impressionante para um time que acabou de trocar de treinador e que não era cotado para competir da maneira que vem. O novo treinador da equipe, Alexandre Rafael, conhecido como P1, explicou mais sobre as atuações defensivas sólidas do time.


“Logo que eu assumi a equipe, vi que tínhamos no elenco jogadores muito altos e fortes fisicamente, o que permite que eles consigam sustentar um sistema de defesa individual, que vem funcionando nessas primeiras semanas”, contou o técnico. 


Apesar das atuações sólidas, a falta de resultados positivos poderia desanimar a equipe, mas P1 comentou que esse não é o caso: “Foram bons jogos, contra duas das equipes mais fortes da competição, e acredito que os meninos estejam usando isso como combustível para o restante do torneio, já que em pouco tempo de trabalho conseguiram fazer dois jogos muito bons”.


Na volta das férias, a Agrárias terá pela frente um jogo mais tranquilo contra a Odonto, para conseguir não só manter o bom trabalho, mas também pontuar pela primeira vez na competição.


Resultados da rodada


Basquete Masculino:

Computação e Exatas 28 x 48 Fisioterapia

Artes 98 x 12 Odonto

Agrárias 22 x 31 Engenharia

Direito 13 x 26 Humanas

Medicina 41 x 21 Aplicada

Monetária 110 x 25 Psicologia


A partida entre Educação Física e Biológicas não tem data marcada


Basquete Feminino:

Computação e Exatas 13 x 29 Medicina

Fisioterapia 11 x 36 Humanas


O restante das partidas não tem data marcada e devem ser realizadas após as férias


 
 
 

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