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Sexta rodada de basquete masculino tem confronto clássico e recorde individual

  • 21 de jul.
  • 5 min de leitura

G6 presenciou reencontro das finalistas da última Olimpíada e esporte de alto nível


Por Beatriz Mazzola e João Victor Teodoro


Humanas volta a vencer no campeonato após derrota emblemática para a Educação Física na quinta rodada| Foto: Felipe Domingos
Humanas volta a vencer no campeonato após derrota emblemática para a Educação Física na quinta rodada| Foto: Felipe Domingos

Os jogos entre Humanas e Artes e Engenharia e Educa ocorreram na tarde do último sábado (18) e deram continuidade às disputas da Liga Esportiva Universitária (LEU). Apesar da má condição da quadra, que estava muito escorregadia e dificultou algumas jogadas em certos momentos, os jogos da rodada foram evidenciados pela qualidade e pelo basquete vistoso praticado pelas equipes. 


Humanas 67 x 17 Artes


O segundo confronto do sábado e da rodada foi a partida entre a Humanas e a Artes. A Pantera entrou em quadra com o time quase completo, enquanto o Arlequim, além de estar com um banco de reservas reduzido, sentiu falta de um de seus principais atletas e pontuadores, Luiz de Paula. Esses fatores desequilibraram o jogo e refletiram no resultado final da partida. 


O primeiro quarto foi o mais equilibrado dos quatro e terminou em 17 a 7 para a Humanas. A cesta que abriu o placar da partida foi marcada pela Artes, mas pouco tempo depois a equipe roxa já ultrapassou a tricolor e se manteve na liderança por todo o jogo. No segundo quarto, a vantagem só aumentou, mas o Arlequim ainda conseguia pontuar, com destaque para o camisa 62, Erik Santos, que marcou mais da metade dos pontos da Artes e foi eleito o craque da equipe. 


Na outra metade do confronto, a equipe tricolor foi anulada pela Pantera e mal anotou cestas: foram apenas três pontos em 20 minutos jogados, resultado da pouca rotação, do cansaço e da perda de ritmo. A Humanas, por sua vez, aproveitou o cenário mais positivo e abriu o máximo de vantagem possível para aumentar o saldo de pontos na tabela, o que, em um campeonato de pontos corridos como a LEU, é muito importante. A partida terminou em 67 a 17 para a equipe roxa e, apesar de um ótimo jogo coletivo, a vitória decorreu de uma atuação individual expressiva do atleta Jhonatan Alves.


Com 39 pontos, Jhonatan foi escolhido como um dos destaques da partida. O jogador anotou nove bolas para 3 pontos no dia, recorde do torneio, e assumiu a liderança no ranking dessa estatística do campeonato, com 14 totais. Após o apito final, ele contou sobre a evolução progressiva dele e da equipe: “Eu acredito que essa evolução é um conjunto. Claro que com um esforço individual meu, que ainda estou recuperando a confiança depois da lesão que tive no joelho, mas essa confiança reflete para a equipe toda e o time evolui mais a cada partida”. Alves completou dizendo que o resultado é sempre a soma de esforços e o grupo está empenhado em alcançar a melhor colocação possível ao final do campeonato.


Já o armador da Artes, Erik, falou um pouco mais sobre o desempenho do time no confronto e as expectativas para os próximos. “Eu sinto que nosso desempenho se deu mais por uma falta de confiança da equipe do que por uma desvantagem em relação aos atletas. A falta do Luiz, que é uma peça importante, acaba desestabilizando alguns jogadores”, contou o atleta. Ele completou dizendo que a equipe está confiante para os próximos capítulos da LEU, já pensa nas olimpíadas e que aos poucos tudo vai se ajustando, ainda mais com a chegada de um novo técnico, Felipe Cortes, para buscar sempre resultados positivos. 


Educação Física 55 X 46 Engenharia


Atuação defensiva da equipe da Educa vem sendo determinante durante o campeonato para manter a invencibilidade da atlética | Foto: Felipe Domingos 
Atuação defensiva da equipe da Educa vem sendo determinante durante o campeonato para manter a invencibilidade da atlética | Foto: Felipe Domingos 

O terceiro embate do dia foi um dos mais esperados de todo o campeonato. Educação Física e Engenharia foram colocadas frente a frente, reeditando a final da Olimpíada UFU de 2025. Em mais um capítulo da rivalidade recente entre as equipes, a Educa conseguiu controlar a vantagem construída ao longo da partida e venceu por 55 a 46, se colocando como uma das favoritas ao título da competição.


O jogo foi disputado do início ao fim. Os primeiros momentos foram marcados por muitos erros ofensivos dos dois lados, com perdas da posse de bola das equipes. Ainda no minuto incial, a Educa pediu tempo para reorganizar o time e a pausa surtiu efeito. Após o ajuste, a equipe passou a controlar melhor as ações da partida, apostando principalmente nas bolas do perímetro com o camisa 11, Rafael Gumerato, mais conhecido como Bilu. Já a Engenharia até encontrou boas oportunidades com a movimentação de Pascoal, que distribuiu assistências no início do confronto, mas o Cachorro foi mais eficiente e encerrou o primeiro quarto em vantagem, por 15 a 12.


No segundo quarto, a partida se manteve bastante equilibrada, mas a atlética azul e laranja manteve o bom aproveitamento nas bolas de três e foi para o intervalo vencendo por 28 a 23. A volta para a segunda etapa foi marcada por um jogo ainda mais físico, com muitas faltas e reclamações das equipes sobre a arbitragem. Para acender ainda mais esse cenário competitivo, o pivô da Educa, Jhonata Ferreira, o Jhowl, cometeu a quarta falta logo no início do período e, pendurado, foi preservado pela comissão técnica durante todo o terceiro quarto.


A ausência de Jhowl em quadra fez o Leão crescer na partida e diminuir a diferença no placar. Quando o adversário parecia perto de empatar, a Educação Física respondeu com sua defesa. Um toco de Álvaro Rocha, seguido por outro de João Pedro Pereira e um roubo de bola de Bilu frearam a reação da equipe aurinegra e garantiram a liderança por 39 a 35 ao fim do terceiro período. No último quarto, a Engenharia tentou pressionar em busca da virada, mas voltou a cometer erros em momentos importantes. A Educa aproveitou desses vacilos do adversário para administrar a vantagem construída ao longo da partida e controlar o ritmo do confronto até o apito final, vencendo por 55 a 46. 


Após a partida, Rafael Gumerato, cestinha da Educa com 17 pontos, comentou sobre a preparação para uma partida desse calibre: “Um jogo desse exige uma preparação muito boa, infelizmente não conseguimos treinar da maneira que deveríamos. Mas temos uma equipe muito forte e uma técnica competente e conseguimos nos entender bem dentro de quadra”. Maior pontuador da partida, com 19 pontos, Rodrigo  também destacou a falta de treinos como um dos principais desafios da Engenharia: “Estamos bastante displicentes nessa parte, falta treino, falta preparação. Essa derrota é para mostrar que não somos imbatíveis”.


Após a pausa da LEU durante o período de férias as equipes voltam à competição em busca de objetivos diferentes. Embalada pela vitória, a Educa encara a Psicologia para tentar manter os 100% de aproveitamento, enquanto a Engenharia enfrenta a Monetária, líder do campeonato, em busca da vitória para poder sonhar com o título.




 
 
 

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